31.5.02

Essas hqs do MZK são muito legais. Muito mesmo. Puro estilo.
Uma entrevista - um tanto decepcionante - com Guto Lacaz. Conheci o trabalho dele no Matéria Prima (a versão pré-histórica do Programa Livre), onde ele aparecia num quadro chamado Encontros Entre a Arte e a Ciência, se me lembro direito. Hoje ele faz ilustrações para a Caros Amigos e de vez em quando uns cartões para o BOL.
Dia de Gibi Novo: Cable 97 a 100

Nunca pensei que leria Cable com algum objetivo outro que não esculhambar aquele negócio. Mas me surpreendi com essas edições. Em vez de ficar lutando uma guerra sem fim conta um vilãozão aí (mote do personagem por quase dez anos), Cable agora vai uma zona de conflito para outra, interfirindo para acabar com eles e espalhar a filosofia Askani (não pergunte). O objetivo é eliminar a possibilidade de que o futuro de onde ele veio se realize.

Nessas edições que (escritas por David Tischman, com arte de Igor Kordey), Cable se enfia no Peru e se envolve no combate com o Sendero Luminoso. O interessante é que não há aquela perspectiva pró-americana tão clara em histórias do tipo. Além disso, mesmo com os elementos fantasiosos presentes (superpoderes, mutantes e coisas do tipo), a história é bem pé no chão e evita uma série de clichês no tratamento dos países latinos.

30.5.02

Apesar de umas escorregadas patrióticas, esse texto trata de algumas possibilidades muito interessantes para a construção de uma linha de defesa contra futuros ataques terroristas aos EUA. Independente da dimensão moral e ideológica que sublinha esses esforços, é interessante entender como as estratégias de fomento ao desenvolvimento científico - principalmente em tecnologia aplicada - funcionam.

Claro que o panorama aqui é bem diferente, mas eu queria saber como esse tipo de coisa funciona por aqui. Além do CNPq e fundações como a Fapesp, quem se importa com essas coisas?
Yeah, well, The Invisibles was filled with sexy, beautiful people, and The Filth is filled with ugly, hopeless people who can't get sex and all the sex is bad sex.The fashions are ugly, and everything is wrong, but there is a kind of real heart to it, which The Invisibles doesn't have. The Invisibles is more like Vogue, and I just wanted The Filth filled with flapping comb-overs and hopelessly degraded paunches.
Grant Morrison, em entrevista, falando sobre seu mais novo trabalho The Filth.
Mais da metade - 57% - dos usuários americanos de computadores admitem que raramente ou nunca pagam pelos programas que usam. Ao mesmo tempo, a grande maioria acredita que os programadores devem ser recompensadas por seus esforços.

Reclamar da pirataria e dos serviços de partilha de arquivos é muito fácil. Ninguém pensa em reduzir os preços.
Enquanto isso, em outros blogs

Mas não é nada fácil sentir esta revolução. Não está sendo televisionada. É um processo sutil e vagaroso. Vem tomando corpo, ensinando a nova geração a compartilhar conhecimento. Se isso tudo fosse falácia qual seria a explicação para o fenômeno dos debates em listas? Da repercussão dos blogs? Da explosão da comunidade open source? Qual seria a lógica da mitificação desta cultura hacker?

Sobre heróis e vândalos

As três coisas têm a ver fundamentalmente com ego.
Blog pessoal existe para se auto-afirmar em público, mostrar como se é legal e diferente, não é?
Ou não?
Tenho uma proposta mais ambiciosa.
Um belo dia, a gente precisa sair desse ciclo vicioso e matar o ego.
Matar o ego não quer dizer deixar de ser eu mesmo; apenas romper a identificação compulsória entre uma auto-imagem mental e o que realmente sou.

A doutrina Zen da não-mente. (Ou não)

I'm thinking about a less aspirational, less narrative model for political and social change than the counterculture's more typically communist posture. Instead of looking forward to a day when justice will be won, we declare ourselves to be living in a just world right now - and that we are simply fighting for MORE justice.

Micro-Moments
Dia de Gibi Novo: Zero Girl

Continuando minha meia maratona de hqs - ligeiramente extendida pela chegada de três encadernações de Transmetropolitan - li Zero Girl de Sam Keith (o mesmo que criou o The Maxx, que virou desenho na MTV). A arte é fantástica - como de hábito com Kieth - e a história vai bem até quase o final, quando perde força de repente.

A história gira em torno de Amy, uma menina estranha que vê o mundo em termos de quadrados (malvados) e círculos (bonzinhos e protetores). Amy é a vítima preferida de um grupo de colegas de escola e, numa dessas confusões, conhece Tim, do serviço de apoio aos estudantes da escola.Eles meio que se apaixonam, enquanto os círculos e quadrados de Amy começam a se tornarem mais reais e agressivos, complicando muito a vida de Tim.

A série - que lembra Maxx um bom tanto - fica dividida entra as estranhezas de Amy e sua paixão por Tim, sem conseguir se definir. É difícil se envolver com os personagens - que deveriam ser o centro dessa história - no meio dos elementos fantásticos - que parecem mais acessórios que parte da trama.

28.5.02

Ideas Death Match:
Saying that comics are stupid is like saying the alphabet is stupid. Like the alphabet, comics are a tool, a way of conveying meaning from one brain to another. And their possibilities are limited only by the size of those two brains.

versus

Does anybody still remember when cartoons were for kids? That's when adults did adult things. They watched ''Bob & Carol & Ted & Alice,'' protested or fought in wars, and, when all that didn't work out, made scads of money off the stock market or in real estate.
Como é o negócio?!!
Dia de Gibi Novo: Rising Stars - Born in Fire

De féria da faculdade - mas não de outras coisas - o tempo livre aumenta um tanto. Por isso passei na casa de um amigo meu e peguei várias coisas que me pareciam interessantes emprestadas. Uma delas foi a primeira encadernação de Rising Stars, de J. Michael Straczynski (e uma gangue de desenhistas).

A história me lembrou uma mistura de Cartas Selvagens e Highlander, contando a história de um grupo de pessoas que estavam em gestação quando uma força estranha banhou a cidade onde suas mães estavam, dando às crianças poderes de todo tipo. Uns trinta anos depois, os mais fracos do grupo começam a ser assassinados por um dos especiais, que descobriu que a energia de cada um dos mortos é dividida pelos restantes.

A história começa devagar e meio espionagem, mas - quando um grupo de especiais se une para matar seus colegas menos poderosos - as coisas explodem. O que provavelmente quer dizer que a segunda encadernação é bem menos interessante que a primeira, mas agora eu já fiquei curioso.

27.5.02

Consumers have embraced digital technology that allows them the greatest flexibility in the way they shop, communicate and consume all kinds of media - and it is not likely to be different in TV.
Trecho de uma matéria no New York Times sobre como os videocassetes digitais afetam a maneira como os canais de televisão funcionam. Obviamente, as redes estão tentando resolver seus problemas nos tribunais. E as soluções tecnológicas são muito mais interessantes...

Se você não é cadastrado no NY Times, use "leituras" como nome e "dodia" como senha.
Uma crítica interessante de Homem-Aranha, comparando os quadrinhos com o filme. E - pasme - por alguém que parece ter lido os quadrinhos de fato.

Há uns dias, a Ludmila comentou como todo mundo vira especialista em quadrinhos com um filme desses. Apesar dela estar confundindo "quadrinhos" com "super-heróis", concordo com ela que isso é um saco. É legal encontrar alguém que sabe do que está falando.
Ser indie é..., uma daquelas listas com motivos para saber se você é indie e tal. Me encaixo em 10. O mínimo para ser um indie é quinze.

Ufa.
Dia de Gibi Novo: Love and Rockets 2, 3 e 2, Love and Rockets apresenta: Mulheres Perdidas e Claus & Simon en Hollywood

Baixei no sebo esse fim de semana e acabei - quase - completando todas as Love and Rockets que saíram por aqui. É bem legal, apesar de ter uns lances datados (do meio dos anos 80). Para quem não conhece, acho que Stangers em Paradise chicano e com os toques de ficção científica (que só servem para dar uma cor).

Até agora, só li Mulheres Perdidas (escrito e desenhado por Jaime Hernandez), onde Maggie vai para uma ilha meio Cuba na década de 50 consertar uns robôs com Rand Race (mecânico-chefe por quem ela é apaixonada). Sabe quando você não sabe direito a graça de alguma coisa, mas gosta assim mesmo? Pois é.



Claus & Simon en Hollywood é um quadrinho espanhol escrito por Santiago Arcas e desenhado por Daniel Acuña. Não li ainda, mas o desenho é bem legal. Comprei por estar baratinho e pela capa estranha.

23.5.02

A Marvel deve muito dinheiro a meio mundo, já tento aberto concordata - ou pedido falência - há alguns anos. A pergunta que a Slate faz é: Homem-Aranha pode fazer alguma diferença para as finanças da empresa? Há uma versão mais genérica da pergunta - qual as conseqüências do filme para os quadrinhos em geral - mas a resposta para ela também não é muito boa.
Seção nova no EE.ORG: Players. Sobre "gente que faz".
Apesar de ser uma sátira - como tudo no Onion - não consigo deixar de achar isso absurdo. O Papa nunca diria algo assim. A Igreja vai pedir desculpas.

Em trezentos ou quatrocentos anos.
The popularity of hamburgers is a manifestation of magical thinking. Eating them will bring the easy and abundant life that is man's inalienable birthright.
Theodore Dalrymple, comentando a posição de destaque da segunda culinária mais atroz no mundo.
Na semana passada, esqueci, mas nessa não me passo: minha coluna no Dez!. Desta vez, sobre e-paper.